Jovem de 16 anos de Altônia, Precisa de Ajuda.



Maria Eduarda possui uma doença rara de nome Chidiak Higashi (nome japonês) menos de duzentas pessoas no mundo foram identificadas com esta doença, ela é a quarta pessoa com essa doença que passa no hospital UNICAMP de campinas dentro de vinte anos.  E ela já nasceu com esta doença, ouve uma mutação no gene. Esta doença afeta o sistema imune, onde fica difícil combater invasores como vírus e bactérias.

Maria Eduarda esta internada no hospital UNICAMP de Campinas desde do dia 11 de março, e precisa ser transferida para o hospital de Curitiba (Pequeno Príncipe), para fazer o tratamento(quimioterapia e transplante de medula óssea). Pois este hospital é especializado em síndrome, e o hospital em que ela está UNICAMP é especializado em câncer. Então os médicos da UNICAMP alegam que, o que eles tinham que fazer eles já fizeram, que era abaixar as infecções que ela apresentava, agora o tratamento deve ser feito em Curitiba. O motivo da pressa da transferência é a possibilidade de ela pegar alguma bactéria hospitalar, onde atrasaria ainda mais o tratamento. Uma vez que ela precisa do transplante de Medula Óssea para curar a doença.
O grande problema é que aproximadamente 60% dos pacientes não encontram doador na família e precisam buscar um doador compatível voluntário cadastrado no registro brasileiro de doadores de medula óssea (REDOME). 

A compatibilidade HLA ( Antígenos Leucocitários Humanos) é verificada por testes de sorologia e/ou por biologia molecular através de uma amostra de sangue periférico, como para fazer um simples exame de sangue. As moléculas HLA estão presentes na superfície de todas nossas células nucleadas e as características genéticas ou tipagem de cada indivíduo são herdadas metade do pai e a outra metade da mãe. Essas moléculas estão relacionadas à resposta imunológica contra agentes estranhos, ou seja, é responsável pelo reconhecimento de substâncias próprias ou não ao organismo e possui papel fundamental no processo de rejeição em transplantes. 

A população brasileira é caracterizada por grande diversidade étnica e intensa miscigenação.A população brasileira formou-se a partir de três grupos étnicos básicos: o indígena, o branco e o negro. A intensa miscigenação (cruzamentos) ocorrida entre esses grupos deu origem aos numerosos mestiços ou pardos (como são chamados oficialmente), cujos tipos fundamentais são os seguintes: mulato (branco + negro), o mais numeroso; caboclo ou mameluco (branco + índio) e cafuzo (negro + índio), o menos numeroso. 

Se aumentarmos o número de representantes brasileiros no registro, consequentemente haverá uma maior diversidade genética e as chances dos pacientes em encontrar um doador compatível.  
DOE MEDULA ÓSSEA! SALVE VIDAS!

Rede Hemepar

Hemocentro Coordenador  – 2ªRS 
Travessa João Prosdócimo, 145 
Cep: 80 045 145 Alto da XV Curitiba
Fone: (41) 32814000 / Fax: (41) 32647029
Diretor: Paulo Roberto Hatschbach
Email: hemepar@sesa.pr.gov.br

Hemocentro Regional de Cascavel – 10ªRS
Rua Avaetés, 370
Cep: 85 806 380 Santo Onofre
Fone: (45) 32264549 (45) 32260808
Diretor: Thiago Daross Stefanello
E-mail: thiago.stefanello@sesa.pr.gov.br
hemocascavel@sesa.pr.gov.br

Hemocentro Regional de Londrina – 17ªRS 
Rua Claudio Donizeti Cavalliere, 156
Cep: 86 038 670 Jardim Aruba
Fone: (43) 33712218 / Fax: 33712417
Diretora: Mariza Saito
Email: hemolon@uel.br
marizasaito@gmail.com
marisa.silva@live.com

Hemocentro Regional de Maringá– 15ªRS

Avenida Mandacaru, 1600
Cep: 87 080 000
Fone: (44) 30119400 (44) 30119100
Diretora: Silvia Maria Tintori
Email: hemomaringa@sesa.pr.gov.br

Hemocentro Regional de Guarapuava – 5ªRS
Rua Afonso Botelho, 134
Cep: 85 015 000 Trianon
Fone: (42) 36222819 (42) 36223790 Fax: (42) 36222617
Diretor: Gidalti Bueno Linhares
Email: hemoguarapuava@sesa.pr.gov.br
gidaltilinhares@yahoo.com.br
marialicemello@hotmail.com

Hemonúcleo de Apucarana – 16ªRS
Rua Antônio Ostrenski, 3
Cep 86 800 200 
Fone: (43) 34204200 / Fax: (43) 34204216
Chefia: Claudete Ayame Omotto
Email: hemoapucarana@sesa.pr.gov.br

Hemonúcleo de Campo Mourão – 11ªRS
Rua Mamborê, 1500
Cep: 87 302 140
Fone: (44) 35251102 (44) 35231844 Fax: (44) 35251712
Chefia: Maria Luzia Salvador
Email: hemocampo@sesa.pr.gov.br
dirhemocampo@sesa.pr.gov.br
malubsalvador@hotmail.com

Hemonúcelo de Foz do Iguaçu – 9ªRS 
Avenida Gramado, 364 
Cep: 85 860 460 Vila A de Itaipu
Fone: (45) 35768020 (45) 35768000
Chefia: Alessandra Giordani Ritt
Email: hemofoz@sesa.pr..gov.br
hemonucleofi@hotmail.com

Hemonúcleo de Francisco Beltrão – 8ªRS 
Rua Marília, 1327
Cep: 85 604 400 Entre Rios
Fone: (46) 35242434
Chefia: Rosane Scotti
Email: hrfbadm@sesa.pr.gov.br

Hemonúcleo de Paranavaí– 14ªRS
Rua Rio Grande do Su, 2390
Cep: 87 703 320
Fone: (44) 34215160 34215100 Chefia: 34215163
Chefia: Maria Luiza Fraga Peron
Email: hemoparanavai@sesa.pr.gov.br

Hemonúcleo de Ponta Grossa – 3ªRS 

Rua General Osório esquina com Coronel Dulcídio
Cep: 84 010 080
Fone: (42) 32231616 (42) 32231737
Chefia: Elaine Alves Chirichela
Email: chirichela@uol.com.br
hemonpgo@sesa.pr.gov.br

Hemonúcleio de Umuarama – 12ªRS 
Avenida Manaus, 4444 Centro Cívico
Cep: 87 501 130
Fone: (44) 36218301 (44) 36218302 Fax: (44) 36218323
Chefia: Cláudio Francisconi da Silva
Email: hemonucleo.12rs@sesa.pr.gov.br
claudiofrancisconi@yahoo.com.br

Hemonúcleo de Pato Branco– 7ª RS 

Rua Paraná, 1633
Cep: 85 501090 Sambugaro
Fone: (46) 32251014
Chefia: Simone Fatima Duarte
Email: uctpb@sesa.pr.gov.br

Unidade de Coleta e Transfusão de Cornélio Procópio – 18ªRS
Rua Justino Marques Bonfim, 27
Cep: 86 300 000
Fone: (43) 35203500
Chefia: Ailton Dias
Email: uct18rs@sesa.pr.gov.br
amaurieliane@bol.com.br

Unidade de Coleta e Transfusão de Cianorte – 13ªRS
Praça da República, 71
Cep: 87 200 000 Centro
Fone: (44) 36191921
Chefia: Madalena Aparecida Volpato
Email: uctcianorte@hotmail.com
madalena_volpato@hotmail.com

Unidade de Coleta e Transfusão de Irati – 4ªRS
Rua Coronel Gracia, 761
Cep: 84 500 000 Centro
Fone: (42) 34223119 (42) 34232400
Chefia: Emilinha de Fátima Zarpellon
Email: usg04rs@sesa.pr.gov.br
emilinhazarpelon@sesa.pr.gov.br

Unidade de Coleta e Transfusão de Ivaiporã – 22ªRS

Rua Diva Proença 500
Cep: 86 870 000
Fone: (43) 34724343 Ramal: 238
Chefia: Natasha Mayara Vieira
Email: uctivaipora@hotmail.com

Unidade de Coleta e Transfusão de Jacarezinho – 19ªRS
Rua Cel Cecílio Rocha, 425
Cep: 86 400 000
Fone: (43) 35271777 Fax: (43) 35250356
Chefia: Dalva Regina Amaral Teixeira
Email: uctjac@yahoo.com.br
dra_teixeira@hotmail.com

Unidade de Coleta e Transfusão de Paranaguá– 1ªRS

Avenida Gabriel de Lara, 481
Cep: 83 203 250
Fone: (41) 34224931 Fax: (41) 34231309
Chefia: Célia Aparecida de Carvalho
Email: hemopgua@sesa.pr.gov.br

Unidade de Coleta e Transfusão de Telêmaco Borba – 21ªRS
Av. Osório de Almeida Taques, 62
Cep: 84 261- 060
Fone: (42) 32723743
Chefia: Eliane Fontes Pukanski
Email: uct_telemaco@sesa.pr.gov.br
epukanski@ibest.com.br

Unidade de Coleta e Transfusão de Toledo – 20ªRS
Rua Almirante Barroso, 2490
Cep: 85 900 020 Centro
Fone: (45) 33791993
Chefia: Ayres Dalla B. Neto
Email: ucttoledo@sesa.pr.gov.br

Unidade de Coleta e Transfusão de União da Vitória – 6ªRS 
Rua Castro Alves, 26 
Cep: 84 600 000 Centro
Fone: (42) 35221365 (42) 35221793 Cisvali (42) 35237930
Chefia: Alessandro Savi
Email: hemepar06rs@sesa.pr.gov.br

Bombeira precisa de Medula Óssea!!

Suzeli Ferreira de Oliveira, de 29 anos. Suzeli, que sempre salvou vidas, agora precisa de ajuda para salvar a própria vida. Ela foi diagnosticada com leucemia do tipo LLA em março de 2013, resultantes de uma produção anormal dos leucócitos nas células sanguíneas. Tais células tornam-se rapidamente numerosas, porém imaturas e malignas.

Na época, o tratamento foi realizado com quimioterapia e os resultados apontavam melhoras. Porém, em março deste ano, voltou a apresentar sintomas da doença, sendo diagnosticado então reincidência de maneira mais agressiva. Por isso, agora a única esperança de cura é conseguindo um doador de medula óssea compatível. A chance de compatibilidade é de uma a cada 1 milhão de pessoas.

Atualmente, Suzeli está internada recebendo medicação direta, em tratamento muito agressivo. O Instituto João Bombeirinho está em campanha para ajudar, empenhados em buscar o maior número de possíveis doadores para salvar a vida de Suzeli e de outras pessoas.
DOE MEDULA ÓSSEA! SALVE VIDA!

Como se torna um doador de medula óssea!!

      A doação é um ato de solidariedade e pode ajudar pacientes que têm o transplante como única chance 
de cura. É mais fácil encontrar um doador compatível na população do paciente. 
    Por isso, quanto maior o número de brasileiros cadastrados, maiores as chances dos pacientes.

     Procure um Hemocentro  mais próximo a sua residência e cadastre-se como "Doador de Medula".
      Você deve ter entre 18 e 55 anos de idade e estar saudável;


       Será retirada por sua veia uma pequena quantidade de sangue (5 ml);



     Seu sangue será tipado para HLA, que é um exame de laboratório para identificar sua característica genética;

      Seu tipo de HLA será colocado no REDOME - Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea;

       Quando aparecer um paciente, sua compatibilidade será verificada;

      Se for compatível, outros exames de sangue serão necessários;

    Se a compatibilidade com o paciente for confirmada, você será consultado para decidir quanto a doação;

      Seu atual estado de saúde será avaliado estando tudo bem vc doa.

Gustavo Grande Guerreiro pela vida.


Este guerreiro lindo é  Gustavo Baptista da Cruz de Lima... e com 1 ano e 9 meses, foi descoberto que o Gustavo estava com LEUCEMIA LINFÓIDE AGUDA, fez tratamento por três anos e a médica, dele informou a família que ele tinha 80% de chance de cura somente com as quimioterapia. Em novembro do ano passado, o Gustavo teve uma recidiva da doença de uma forma rara onde foram encontradas 251 células no licor da cabeça. Agora iniciou um novo tratamento com quimioterapia mais agressiva e terá que fazer radioterapia .. e pela medicina a única chance dele agora é um transplante de MEDULA ÓSSEA, ele faz tratamento no Hospital Uopeccan de Cascavel - PR e como o mesmo não faz esse tipo de tratamento, encaminharam ele para o Hospital das Clinicas de Curitiba, a família de Gustavo nós informou que o mesmo não aceitou, pois dizem que a fila de espera Por um leito no Hospital das Clinicas de Curitiba está muito extensa, por isso não aceitaram o Gustavo .. a Uopeccan entrou em contato com o Hospital em Jaú de São Paulo e eles se disponibilizaram a fazer somente o teste de HLA (Teste de Compatibilidade)... a médica dele colocará ele na fila de transplante, mas como eles não fazem esse tipo de transplante como fica?? se ele conseguir um doador aonde ele irá fazer esse transplante??
Hoje o Gustavo está com 5 anos de idade e como qualquer criança faz planos para o futuro e voltar ao convívio com a sociedade, Gustavo tem sonho como todas as crianças de 5 anos quer poder ir pra escola brinca viver somente isto, amigos vamos nós unir e ajuda o grande guerreiro Gustavo!!

Transplante em casos de 50% de compatibilidade.




O transplante de medula óssea de doador que não é 100% compatível, conhecido como haploidêntico, ainda é um procedimento experimental no Brasil e deve ser visto com cuidado, diz o diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea (Cemo) do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Luis Fernando Bouzas.  “É uma técnica que ainda está se desenvolvendo, baseada em novos conceitos que surgiram nos últimos dois ou três anos”, disse Bouzas à Agência Brasil.
Coordenador do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome)  e do Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme), Bouzas explicou que o transplante haploidêntico ocorre quando a compatibilidade entre o doador e o paciente é de apenas 50%. Trata-se de um transplante “só familiar. E mesmo assim, só dá certo entre mãe, irmão e pai”.
Segundo a hematologista da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, Aline Guilherme, especialista em transplante de medula óssea, a técnica é consagrada mundialmente e é uma alternativa para atenuar a carência  de doadores das etnias negra, indígena e asiática. O transplante haploidêntico é “feito nos hospitais mais famosos e conceituados em transplante de medula óssea, com resultados muito bons”. Legalmente, é considerado  um tratamento experimental no Brasil, “mas é uma técnica já consagrada nos hospitais privados que têm habilitação para fazer esse tipo de transplante”.
Bouzas, porém, alertou que é preciso olhar com muito cuidado o transplante haploidêntico, “porque não serve para todo tipo de doença. Serve para algumas situações. A primeira decisão a ser tomada ainda é o transplante com doador familiar totalmente idêntico, ou seja, um irmão compatível, totalmente idêntico”. De acordo com o médico, somente 30% das pessoas encontram doador idêntico.
Em seguida, vem o doador não aparentado, inscrito no Redome, “que também tem que ser idêntico”. Segundo Bouzas, admite-se que haja, nesse caso, uma pequena diferença entre doador e receptor, mas ela não pode ser maior que 10%. “Porque, se for [maior], vai ser um resultado ruim”. O resultado é sempre melhor quando há compatibilidade total, disse ele.
Entre os doadores não aparentados, existem as alternativas do doador voluntário e do sangue do cordão umbilical. Por último, vem o transplante haploidêntico, em que o doador é um parente parcialmente  compatível, considerado ainda por muitos especialistas como experimental. De acordo com Bouzas, alguns resultados analisados desse tipo de transplante são positivos, “quando são feitos com mãe ou, no máximo, irmão”.
Ele disse que isso tem uma explicação científica, que é o to de a mulher gestar uma criança durante nove meses e não rejeitar o filho, que tem metade dos genes da mãe e metade do pai. “Esse mecanismo de não haver rejeição é que permite um transplante haploidêntico. "Há uma certa tolerância  entre mãe e filho e entre filho e mãe”.
Na avaliação do médico, está havendo um entusiasmo exagerado da parte de algumas pessoas em relação a essa opção de transplante, porque “todo mundo que tem mãe viva poderia ter um doador. Na verdade, não é bem assim, porque sabemos, por exemplo, que, para leucemia e algumas outras doenças, haveria um pior resultado com o transplante haploidêntico”. Há mais chance de a doença voltar no futuro e de não haver boa recuperação imunológica do transplante. “Ainda está em estudo e ainda há questões não resolvidas”, advertiu o médico. Por isso, não é uma solução definitiva, disse ele.
Aline Guilherme informou que, por se tratar de um procedimento de alta complexidade, poucas instituições são autorizadas pelo Ministério da Saúde a fazer esse tipo de transplante. A unidade Pompeia da Rede de Hospitais São  Camilo, de São Paulo, é uma delas. Luis Fernando Bouzas disse que, em todo o Brasil, há 24 unidades que fazem esse tipo de transplante dentro ou fora do Sistema Único de Saúde (SUS).
fonte:http://www.oserrano.com.br/view.asp?tipo=Local&id=31976#

HEMOFILIA: O QUE VOCÊ PRECISA SABER.

O que é hemofilia?

É uma alteração genética e hereditária no sangue, caracterizada por um defeito na coagulação. O sangue é feito por várias substâncias, onde cada uma tem uma função. Algumas delas são as proteínas chamadas fatores da coagulação, que ajudam a estancar as hemorragias. Esses fatores trabalham como uma equipe, onde cada um tem seu momento de ação, passando instruções ao seguinte.

Como cessa o sangramento? 

O sangramento ocorre quando a parede do vaso (artéria ou veia) se rompe, "libertando" o sangue. Assim que o sangramento começa, os vasos se contraem, diminuindo seu calibre, e as plaquetas aderem às bordas do "furo" formando um tampão provisório sobre o qual os fatores de coagulação agem, formando o coágulo que interrompe o sangramento. Pessoas que têm hemofilia não têm um desses fatores de coagulação ou um deles não funciona adequadamente e não têm a capacidade de formar o coágulo. Desse modo, o sangramento não pára.

Quais os sintomas da hemofilia?

Os sintomas da hemofilia são os sangramentos, principalmente dentro das juntas e dos músculos. As pessoas com hemofilia grave têm hemorragias espontâneas, ou seja, repentinas e sem causa aparente. As simples atividades normais da vida diária como caminhar e correr podem produzir hemorragias.

Em quais locais do corpo pode-se sangrar?
 
Em geral o sangramento é interno, aonde você não pode ver, como nas articulações e músculos, ou externo, através da pele quando ela é machucada, aparecendo manchas roxas ou sangramento; as mucosas (gengiva, nariz, etc.) também podem sangrar. Os sangramentos podem ocorrer após um trauma ou sem uma razão aparente. Cortes ou escoriações na pele necessitam de maior tempo para cessar os sangramentos do que em outras pessoas.
 
Quais as articulações e músculos mais comumente afetadas?

Articulações: Ombro, cotovelos, quadril (coxa-femural), joelhos e tornozelos. Músculos do braço, antebraço, coxa, perna e o músculo íleo-psoas.

As hemofilias são iguais?
 
Não. Os sangramentos são iguais nas hemofilias A e B. No entanto, a gravidade dos sangramentos depende da quantidade de fator circulando no plasma. Se a pessoa não tem o fator VIII ou IX, sua hemofilia é grave. Se tem uma pequena quantidade de fator, sua hemofilia é moderada e se a quantidade é um pouco maior do que na hemofilia moderada porém menor do que a quantidade necessária para a formação de um coágulo adequado, sua hemofilia é leve.
 
Como é um serviço de hemofilia?
 
É um serviço de saúde que reúne profissionais de diversas áreas: hematologia, clínica geral, pediatria, odontologia, enfermagem, serviço social, psicologia, fisioterapia e qualquer outra área necessária.
 
Como a hemofilia é tratada?
 
Na vigência de sangramento, é aplicado o concentrado de fator de coagulação específico. Dependendo da localização e extensão do sangramento será programada a continuidade do tratamento.
 
Que cuidados deve-se tomar?  
 
  • A avaliação anual com todos os profissionais do serviço de hemofilia permite a observação de pequenos problemas em seu início, possibilitando medidas preventivas e até mesmo corretivas para não se transformarem em um grande problema futuro;
  • Fazer todas as vacinas recomendadas - a vacinação é uma forma eficaz de prevenir doenças e é a única exceção para aplicações de injeção muscular no hemofílico;
  • A prática de esportes de forma responsável e cuidadosa para manter a boa saúde deve ser incentivada. No entanto, os traumas desnecessários devem ser evitados. Assim, esportes radicais, de contato e treinamentos para competições não devem ser praticados pelos hemofílicos;
  • Utilizar somente os medicamentos recomendados pelo médico.

Depoimento de uma doadora de Medula Óssea!!!

Boa noite amigos ontem no blog do João Bombeirinho eu contei sobre o ATO DE AMOR, e hoje eu falei com uma pessoa que fez um grande Ato de Amor uma Anja  chamada  Myrian..
Por Myrian Yasmin de Carvalho.


No dia 16 de novembro de 2012, fiz meu cadastro no REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea) no Hemocentro de Maringá/PR para ser doadora voluntária de medula óssea.
No dia 27 de maio de 2013 (apenas 6 meses após o cadastro), recebi uma ligação do Rio de Janeiro (REDOME), porque foi encontrado um paciente possivelmente compatível que necessita de transplante de medula óssea. Então, fui convocada para realizar os testes confirmatórios. No dia 06 de junho de 2013, compareci ao Hemocentro de Maringá/PR para fazer a coleta de sangue necessária para fazer o exame de compatibilidade mais detalhado, liguei algumas vezes e enviei e-mails para o REDOME para saber o resultado do exame, mas eles não tinham nenhuma resposta para me fornecer, então continuei aguardando uma resposta.
No dia 23 de setembro de 2013, recebi uma nova ligação do REDOME, confirmando que a minha medula realmente é compatível com o paciente, então seria feito o transplante de medula óssea em São Paulo/SP no dia 24 de outubro de 2013.
Por motivos profissionais pedi para eles tentarem adiantar o transplante, eles conseguiram adiantar a data para fazer o transplante de medula óssea, mas não seria mais feito em São Paulo/SP, e sim em Natal/RN no dia 12 de outubro de 2013 (dia de Nossa Senhora Aparecida). No dia 26 de setembro de 2013, viajei para Natal/RN para realizar alguns exames no hospital que faria o transplante. No dia 27 de setembro de 2013, fui ao Hospital Natal Center para fazer alguns exames de sangue, raio-x do tórax e eletrocardiograma, também conversei com uma enfermeira que me explicou detalhadamente como funciona o transplante de medula óssea, depois fui avaliada pelo médico que iria fazer o transplante. Ele pediu para eu fazer uma doação de sangue autóloga no hemocentro de Natal (Hemonorte), porque se eu precisasse de sangue após a doação de medula seria realizada uma autotransfusão, se eu não precisasse, a bolsa de sangue seria doada voluntariamente. O resultado do raio-x e do eletrocardiograma saiu em poucos minutos, a minha saúde estava ótima, voltei para Maringá/PR no dia 29 de setembro de 2013, após alguns dias o pessoal do REDOME ligou dizendo que os exames de sangue também tiveram um resultado bom e que o transplante estava confirmado para o dia 12 de outubro de 2013.

No dia 12 de outubro de 2013, às 04h30, cheguei ao Hospital Natal Center (em jejum de 12 horas), fui para o quarto, tomei banho e me troquei para aguardar que fizessem uma coleta de sangue para a realização de exames. Depois fui levada ao centro cirúrgico em uma cadeira de rodas, evitando assim o contato com qualquer bactéria. Enquanto esperava a equipe de médicos, enfermeiras e anestesista, fiquei deitada em uma maca, tendo a pressão arterial e os batimentos cardíacos monitorados. Após alguns minutos, fui para a sala de cirurgia, primeiro o anestesista inseriu o soro, na sequência, deu a anestesia raquidiana, a qual fez com que eu perdesse, aos poucos, o sentido da cintura para baixo. Quando a anestesia fez todo o efeito desejado, iniciou o procedimento da retirada da medula óssea, durante esse período permaneci no soro recebendo alguns medicamentos pela veia para evitar efeitos colaterais da anestesia e dores, com os sinais vitais sendo controlados, é importante mencionar que não senti nenhuma dor durante a retirada da medula que ocorreu através de punções no lado direito e esquerdo da bacia. No final desse procedimento, foi feita uma autotransfusão com a bolsa de sangue que eu havia coletado no final de setembro no Hemonorte, porque como a quantidade de medula retirada foi grande, aproximadamente 1500 ml, eu poderia me sentir muito fraca. Às 10h30, fui para o quarto em uma maca, às 11h00 almocei (após 18 horas de jejum), permaneci sendo medicada com dipirona na veia para evitar dores, hidratada com o soro e tendo a pressão arterial, a temperatura e os batimentos cardíacos controlados, além disso, fiz uso de compressas de gelo na região das punções. No domingo de manhã, mais uma furadinha para fazer um hemograma para saber como eu estava pós-doação de medula óssea. A alimentação do hospital durante os dias em que fiquei internada era excelente, no domingo à tarde recebi alta, o médico indicou dipirona (em gotas) ao sentir dores e compressas de gelo na região das perfurações, além disso, ele pediu para eu não me esforçar fisicamente, não pegando peso, nem subindo escadas, em relação à alimentação, não há nenhuma restrição.

Na viagem para a realização dos exames pré-doação de medula óssea não levei acompanhante, mas existia a possibilidade de levar alguém comigo. Já na viagem para a doação da medula, o acompanhante é necessário, então eu escolhi a minha mãe para me acompanhar. Os gastos com passagens aéreas, reserva do hotel, alimentação e locomoção do doador e do seu acompanhante são todos custeados pelo REDOME, o qual envia as passagens e a reserva do hotel por e-mail e faz uma transferência bancária para a conta do doador para as despesas com alimentação e táxi.
Para mim, o doador de medula é um anjo anônimo, pois essa doação exige sigilo para proteger as duas partes, doador e paciente. Além disso, ela não salva apenas uma vida, mas a vida de toda uma família.

A doação de medula óssea representa, em muitos casos, a última esperança de vida do paciente, por isso, ser um doador de medula é um ato de solidariedade e amor pelo próximo.